MaGá
Quando nasce uma banda?
Quando expectativas tomam vida própria? Quando a criatividade se expande e encontra na música seu caminho? Quando um sonho teima em existir? Oportunidade?
Acho que dizer que um pouco de todas as coisas soa um pouco lugar comum, mas a maioria das melhores histórias tem um pouco dessa simplicidade que às vezes dá certo, não?
Amigos se juntam para tocar o que gostam e de repente a coisa começa a rolar de uma maneira tal que fica impossível não reconhecer aí algo legal pra se mostrar, algo pra se deixar registrado.
Não importa quem ou quantas pessoas vão se interessar. O importante já está solidificado. Essa mistura de talentos e experiências pronta pra ser moldada num ser com vida própria, personalidade e opinião. Quando se vê, tá aí o primeiro trabalho gravado.
Depois só restam agradecimentos. E são muitos. Muitas histórias que começaram anos atrás. Quando éramos adolescentes e tivemos contato com a música. E a música transformou nossas vidas. Quase sempre colocando-se como uma amante cara e caprichosa que sempre exigiu de nós esforços e dedicação, quase exclusivas.
Acredito que formamos um grupo especial. Uma vez ouvi que não basta somente o talentos de músicos e sim a relação de cumplicidade entre eles. Não basta fazer uma música legal, a gente tem que curtir cada momento juntos, desde a criação até a finalização de um trabalho.
Temos que conhecer uns aos outros e lidar com as manias e idiossincrasias de cada um, dentro de um relacionamento interpenetrado pela amizade, que acaba impressa em cada música composta.
Acredito nisso. Muitos também, direta ou indiretamente, acreditaram nisso. E continuam torcendo. Pela brincadeira levada a sério, pelas horas e pelo dinheiro gasto com esse pequeno prazer de fazer rock and roll.
Tenho certeza que falo por todos nós. Danilo Martire, Alayr Junior, Fernando Gargantini e Persio Alves. E apresento a MaGá. O resultado de nossos esforços, de nossa inspiração e transpiração.
Obrigado a todos.
Danilo Martire
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